SOBRE NECESSIDADE...



Do que eu preciso ?

Oi, me chamo Gil e preciso gastar menos. 
                                                                                                                                                                                  


Comecei a trabalhar na última semana de 2013, logo após formada. Após um mês, recebi meu primeiro salário. Foi um aumento de renda meteórico, considerando que antes ela era inexistente. Não hesitei em iniciar meu legado de consumidora indomável. O guarda-roupa começou a ser mudado e acrescido em ritmo célere. Mas não apenas de roupas eram alimentados meus desejos consumistas. Leitora ávida a apaixonada desde criança, comecei a comprar livros por impulso. E assim, o ato de comprar superou o ato de vestir, de ler... Compras passaram a ocupar uma fatia considerável da minha renda e, com o tempo, transformaram-se em uma atividade que ia além do suprimento de uma necessidade. Tornaram-se a necessidade. 

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Entenda, o erro aqui não é consumir, mas seu modus operandi. Os meios suplantando os fins. Meu acesso à moda, ampliado pelo aumento do meu poder aquisitivo, foi e é importante para meu bem-estar com minha imagem. Poder usar o que deseja, aquilo que se ajusta a sua personalidade, faz você se sentir bem, faz você se sentir mais bonita. Bem, ao menos me faz. Minha moda se tornou um reflexo da minha personalidade. Mas percebi o que o reflexo estava se tornando maior do que o objeto refletido. 
Comecei a sentir que tudo o mais que me formava, me constituía estava sendo deixado de lado ou sendo substituído pelas compras. Exagero? Exemplifico. Primeiro, um exemplo já citado. Amo livros. Não apenas as histórias. Amo as letras, o poder de se comunicar através delas. Escolher um livro é um ritual delicioso. O cheiro de uma livraria, de um livro,  para mim é como incenso. Mas nem a escolha ou qualquer cheiro superam ler o livro. Pois, estavam superando. Já conto mais de cem títulos não lidos na estante. Tenho  a maioria das obras que desejei toda a vida. No entanto, nos últimos meses, passava mais tempo tentando aliviar minha ansiedade através do cheiro das livrarias do que lendo o que levava para casa. E olha que trouxe bastante coisa. 
Segundo, as roupas. Poderia resumir dizendo que tenho peças que não usei ainda e que foram compradas há quase 4 anos ou até que já entrei em lojas em busca do que comprar, assim, sem necessariamente ser atraída por uma vitrine ou pela falta de um item no armário. Fui em busca de algo novo. Comprar se tornou um ansiolítico. Mas com efeitos colaterais bem nocivos. O excesso de gastos em vestuário começou a pesar e áreas essenciais, como carreira, viagens e lazer, ficaram comprometidas. 
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Dessa forma, comprar foi gradativamente causando um efeito menos prazeroso. No bolso, na consciência, na felicidade. Passou a não compensar as faltas em outras áreas. Por isso,decidi tentar reorganizar tudo isso. Reorganizar minhas relações com as compras para que elas satisfaçam minhas necessidades sem exageros ou papéis indevidos. Reorganizar meus investimentos financeiros, para que eu viva cada realização profissional planejada e  veja cada canto de mundo sonhado. 
Este blog tem caráter terapêutico, será meu divã durante essa reorganização toda. 
Acabamos aqui a primeira sessão. 
















































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